BREVE HISTÓRICO
Fundado em 17
de maio de 2005, o INSTITUTO PRÁXIS DE EDUCAÇÃO E CULTURA
– IPRA
é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por finalidades gerais o
desenvolvimento de reflexão e formulação acerca das realidades sociais
a ela colocadas, aliadas ao desenvolvimento e aplicação de projetos e
iniciativas de intervenção direta nestas realidades sob uma
perspectiva classista, dialética e de construção de uma nova
sociabilidade pautada na democracia participativa e na igualdade
social.
O IPRA é
uma associação sem fins lucrativos formada por indivíduos de diversos
segmentos da sociedade francana, que carregam em comum uma visão
crítica da realidade e acreditam na possível transformação desta pela
ação conjunta dos homens. Aliás, seria este o motivo principal desta
congregação de pessoas (tanto das universidades, como dos sindicatos,
partidos políticos de esquerda, movimentos sociais, etc.): a reflexão
e construção de uma sociedade libertária, revelando assim a escolha
pelo termo “Práxis” em sua denominação.
Em 2005, o IPRA organizou e instalou o curso
“Realidade Brasileira”. Tal curso foi
destinado a militantes de esquerda, além de integrantes dos grupos de
extensão da UNESP, entidades, sindicatos e ONGs de Franca e região.
Sua primeira turma foi inaugurada em setembro
daquele ano (“turma Florestan Fernandes”) e
teve a duração de dois anos, divididos em módulos de seis meses
cada. Seu objetivo foi formar quadros
políticos críticos, estudando e debatendo os principais pensadores
brasileiros que escreveram sobre política, economia, história,
direito, etc. Após a instalação do curso, que se
realizou mensalmente na UNESP com a leitura de uma obra de um
pensador clássico, propôs-se que o curso se gerisse autonomamente,
tendo o IPRA alcançado seu
objetivo imediato.
Também o Instituto Práxis
colaborou com a Rádio Livre (92,5 FM)
de Franca – a qual foi grande partícipe e articuladora da criação do
IPRA – em que se observou uma relação
de ajuda mútua, tanto financeira, quanto em termos de recursos
humanos. A Rádio Livre foi uma rádio
comunitária e teve por finalidade resgatar
culturas brasileiras que vêm sendo esquecidas pelo povo, como música
caipira, literatura de cordel, samba, além de divulgar vozes da
periferia, como no caso das programações de rap nacional.
Uma grande dificuldade encontrada pela rádio
foram os mecanismos de repressão às rádios
comunitárias no município de Franca, pois não se consegue permissão
legal para funcionamento em função dos entraves burocráticos –
conscientemente – colocados. Assim, o IPRA vêm discutindo a
democratização da informação no Brasil e pressionando os órgãos
governamentais para tanto. Tal tarefa mostra-se difícil em Franca,
devido ao fato do prefeito ser dono da principal rádio da região,
olvidando e até mesmo perseguindo, as rádios comunitárias, que têm o
seu papel importante na real divulgação de informações e construção de
uma identidade nacional emancipada.
(fonte:
http://www.franca.unesp.br/Danilo_Uler_Corregliano.pdf)
CURSOS LIVRES
Em
2007, após dois anos de sua fundação, o IPRA lança o Curso Livre "De
Marx aos Marxismos", redefinindo sua forma de ação e contribuindo
decisivamente para o avanço de sua organização. Em
2008 o curso foi relizado na cidade de Bebedouro, tendo ocorrido
novamente em Franca no ano de 2009.
Os
curso livres de Marxismo hoje são 3: "De Marx aos Marxismos", "Marxismos
no Brasil" e "História das Revoluções".
PONTO DE CULTURA
O INSTITUTO PRÁXIS DE
EDUCAÇÃO E CULTURA – IPRA
assinou em 15 de novembro de 2009 contrato com
a Secretaria Estadual de Cultura, tornando-se oficialmente um PONTO
DE CULTURA, e somando-se a outros dois projetos aprovados
para a cidade de
Franca (Cavalhadas e FETANP) entre sete enviados no
total.
Nosso projeto terá duração inicial de 3 anos (2010 a 2012).
O Edital 2009 para os
Pontos de Cultura do Estado de São Paulo selecionou 300 projetos entre
mais de 1.100 inscritos. Tal aprovação adquire importância
fundamental para Franca e região, carentes de políticas públicas
culturais, geralmente concentradas e pouco acessíveis.
Nosso ponto de
cultura atenderá ao município de
Franca e, pontualmente, a cidade de Restinga, em ação cultural
específica.
Os públicos-alvos dos
projetos do PONTO DE CULTURA "Pedra no Sapato"
serão
prioritariamente adolescentes e jovens, populações de baixa renda,
habitantes de comunidades rurais, estudantes da rede pública de
ensino, sindicatos de trabalhadores, idosos e crianças.
O projeto aprovado
tem 6 eixos fundamentais e integrados:
1.
NÚCLEO DE PRODUÇÃO AUDIOVISUAL,
que visará capacitar nas áreas COMUNICAÇÃO POPULAR os agentes
culturais ligados ao Ponto de Cultura através de cursos e oficinas,
além de produzir material audiovisual e dotar o PONTO DE CULTURA com
uma política de comunicação comunitária baseada em multi-meios:
impresso, digital e audiovisual.
2.
CINECLUBE,
que será um espaço de difusão cultural através da exibição de filmes
que estão fora do circuito comercial e, ao final das sessões,
promoverá também debates acerca do conteúdo abordado.
Outros locais para exibição dos filmes e debates serão entidades
parceiras e espaços públicos. Também será foco do CINECLUBE a
organização de uma VIDEOTECA comunitária, aberta aos associados.
3.
CENTRO DE MEMÓRIA OPERÁRIA E HISTÓRIA REGIONAL,
que visará
disponibilizar gratuitamente à população local e de outras regiões,
documentos corretamente catalogados, organizados e digitalizados,
contribuindo para a preservação da memória histórica operária, além de
estimular o desenvolvimento de novos trabalhos de história regional
tendo como foco central a população
trabalhadora, e não apenas a mercadoria que ela produz. Além de
documentos e fontes impressas, o CENTRO DE MEMÓRIA OPERÁRIA E HISTÓRIA
REGIONAL buscará reunir, digitalizar e disponibilizar um banco de
dados de História Oral, através de entrevistas realizadas por
pesquisadores e estudantes da região, bem como através da realização
de entrevistas próprias. O acervo do IPRA já conta com
aproximadamente 15 entrevistas de militantes e operários sapateiros em
áudio k7. Também já possui aproximadamente 1.200 documentos
digitalizados, organizados em 50 pastas diferentes, referentes à
documentos inéditos relacionados ao DOPS, descobertos em área rural do
município de Jaborandi-SP, e entregues ao Arquivo Público do Estado de
São Paulo em agosto de 2009.
4.
CLUBE
DO LIVRO “OLGA BENÁRIO”,
ação cultural
implantada desde março de 2009, pretenderá ser, além de uma política
de distribuição de livros entre os associados, uma ação que incentive
a discussão sobre diversos assuntos de interesse social e acadêmico.
Este eixo promoverá debates e palestras sobre diversas obras e temas,
trazendo autores ou especialistas das publicações para fomentar a
discussão conceitual dos livros distribuídos.
5.
TELECENTRO,
ação que pretende disponibilizar, a partir do segundo
ano do projeto, um TELECENTRO aberto ao público, com acesso à internet
e configurado a partir de Softwares Livres. Em relação ao Telecentro
haverá a realização de oficinas, debates e capacitação de pessoal,
atuando como agente de inclusão e propagador da nova cultura digital.
Além disso, serão trabalhadas questões dos conteúdos livres, visando
democratização e apropriação dos espaços virtuais, capacitando
produtores culturais a ocupar os novos espaços de conhecimento.
6.
CURSOS LIVRES E OFICINAS,
esse eixo em
particular ficará responsável pela gestão da formação, em acordo com
os agentes culturais do Ponto de Cultura e seus respectivos monitores.