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Ficha encontrada em fazenda na cidade de Jaborandi, em 2007, e digitalizada pelo IPRA.

O Instituto Práxis lançou em 2009 seu Centro de Documentação e Memória, com foco na História Regional, História Operária e História Oral.

O acervo conta com documentos do movimento operário sapateiro e 1.200 arquivos digitalizados sobre o DOPS, entre outros.

 

  • FUNDO MEMÓRIA OPERÁRIA

Esse acervo conta com centenas de documentos da história recente do movimento operário sapateiro de Franca, a partir de 1943.  São panfletos, boletins, jornais, atas, listas, documentos contábeis, entre outros. 

Desse acervo, uma parte pertence ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca e Região, e a guarda provisória está com o IPRA.

Outra parte consta do acervo próprio do IPRA, constituído através de pesquisas e doações.

  • FUNDO DOPS

Em 2007 uma série de documentos relacionados ao DOPS e àquele período foram encontrados em uma casa de fazenda abandonada, no município de Jaborandi-SP.  Essa fazenda pertenceu ao antigo delegado titular do DOPS, Tácito Pinheiro Machado. 

Entre esse documentos, 110 fichas inéditas da Delegacia Especializada de Ordem Política, inexistentes inclusive no Arquivo Público do Estado de São Paulo, que possuia até então apenas fichas da Delegacia Especializada de Ordem Social.  Também foram encontrados envelopes, correspondências, inquéritos da corregedoria, dossiês, entre outros.

Envelope encontrado em fazenda na cidade de Jaborandi, em 2007, e digitalizado pelo IPRA.

 

A totalidade desse acervo único foi transferida definitivamente ao Arquivo do Estado em setembro de 2009.

Enquanto esteve com a guarda da documentação o IPRA encarregou-se de digitalizar essa fontes, totalizando mais de 1.200 arquivos.

A partir disso um projeto foi enviado e aprovado no edital Pontos de Mídia Livre 2009, tendo o projeto Memórias da Resistência se iniciado em julho de 2011, com previsão de término em julho de 2012.  Visite o site do projeto: www.memoriasdaresistencia.org.br.

 

A listagem completa das fichas encontradas é a seguinte:

1.                   Caetana Maria Damasceno

2.                   Candido Giraldez Vieitez

3.                   Carlos Alberto Lobão da S. Cunha

4.                   Carlos Alberto Vilchez Viceconti

5.                   Carlos Antonio dos Anjos Pereira da Silva

6.                   Catarina Melloni

7.                   Celso Nespoli Antunes

8.                   Chikako Asakura

9.                   Clarinda Fontoura Aranovich

10.               Claudio Junqueira

11.               Cleomenes de Paula Ribeiro

12.               Deusa Aparecida da Silva

13.               Djalma Quirino de Carvalho

14.               Douglas Yamagutti

15.               Edgar Marcelo Echevarria Andrade

16.               Edson Bernardes

17.               Edson José de Senne

18.               Egles Anastácio Finotti

19.               Ekson Parada Prócida

20.               Elie Soffer

21.               Elsa SawayaFicha do DOPS encontrada em fazenda na cidade de Jaborandi, em 2007, e digitalizada pelo IPRA.

22.               Ercy Clertis Toledo de Souza

23.               Ernesto Badialdi

24.               Laura Celina Pucinelli de Lima

25.               Laura Medeiros Barbosa

26.               Lauri Vitor Lucas

27.               Lauriberto José Reyes (morto político)

28.               Lauro Ronaldo Santos Cordeiro

29.               Leila Bosqueto

30.               Lenine Fregni

31.               Lenine Garcia Brandão

32.               Leny Cebastian Rodrigues

33.               Leslie Denise Belloque

34.               Lídia Morsoletto Ferreira

35.               Lilian Mesquita Meyer

36.               Lincoln Marques

37.               Luciano José dos Santos

38.               Ludovic Tsu

39.               Luiz Antonio dos Santos Aranovich

40.               Luiz Carlos Kuzolitz

41.               Marcio Beck Machado (desaparecido político – ficha com foto)

42.               Marco Aurélio R. de Almeida

43.               Marcos Alberto Martini

44.               Marcos Antonio Scaico

45.               Masato Terada

46.               Mauro Rosa Mosca

47.               Michel Patrick Polity

48.               Miguel Trivelato

49.               Milton Flavio Marques Lautenschlager

50.               Mirian Botassi (ficha com foto)

51.               Mosato Terada

52.               Nazareno Mantovani

53.               Nelson Vilhena Granado

54.               Nery Gejuiba Leite

55.               Newton Mendes Garcia

56.               Nicolau Dionísio Fares Gualda

57.               Nilton Dias

58.               Nilva Thereza Avino

59.               Nivaldo R. Pinto

60.               Olívio José Bedin

61.               Olympio Correa de Mendonça

62.               Omar Nogueira Abrahão

63.               Ondina Felisberto da Silva

64.               Orpheu Tibério

65.               Oscar Akihiko Terada

66.               Oscar dos Santos Nunes Lima

67.               Oswaldo Francisco  Noce

68.               Otoni Guimarães Fernandes Junior

69.               Paulo Mota Craveiro (ficha com foto)

70.               Rachel Fonseca Lepera

71.               Regina Warszwiski

72.               Reinaldo Ferreira

73.               Renata Ferraz Guerra de Andrade

74.               Renato Flora

75.               Ricardo de Azevedo

76.               Rinaldo Barcia Fonseca

77.               Roberto Watanabe

78.               Romano Tinti

79.               Ronan Antonio Borges

80.               Rubens Camargo Guarnieri

81.               Rubens D. Anibal Galindo

82.               Rubens Krakauer

83.               Rubens Pires Rebelo

84.               Rute Maria Belivaqua

85.               Ruy Carlos Vieira Berbert (morto)

86.               Saburo Ikeda

87.               Santiago Ojeda Villalba

88.               Suria Abucarma

89.               Takao Amano

90.               Tales Salgado Goes

91.               Tarcilia Luiza da Silva

92.               Teresa Cristina Collier

93.               Teresinha Marques Santana

94.               Thomaz Silva

95.               Tobias Flora

96.               Valdemar de Freitas

97.               Valdovino Cândido da Silva

98.               Valfredo Ramalho dos Santos

99.               Valter H. Yamaguchi

100.            Valter Stevanato Vuolo

101.            Vanderlei Ângelo Najarro Gagliardi

102.            Vera Lucia Marão

103.            Vera Lúcia Xavier de Andrade

104.            Vera Maura Fernandes de Lima

105.            Zilda Almeida Junqueira

106.            Edith (sem sobrenomes)

107.            Kayano (primeiro nome ilegível, filho de Keiji Kayano)

108.            Sandra de Carvalho Santos (sobrenomes obtidos em pesquisa)

109.            ... ócio de Almeida (ficha sem metade, impossível identificar o primeiro nome pela ficha)

110.            (Mário) Bugliani - Catta (sobrenomes dos pais - sem nome do fichado)

 

  • FUNDO HISTÓRIA ORAL

Entevistas sobre a História do Movimento Sindical e Operário Sapateiro de Franca e Região:

Entrevistado Entrevistador Data Local da Entrevista Arquivo
Antonio Vitor de Oliveira Tito Flávio Bellini 21/09/1998 Associação dos Aposentados Sapateiros  
Fábio Cândido da Silva Tito Flávio Bellini 03/11/1998 Sindicato dos Trab. nas Indústrias de Calçados do Município de Franca ok
Fábio Cândido da Silva Tito Flávio Bellini 03/09/2001 Sindicato dos Trab. nas Indústrias de Calçados do Município de Franca ok

Gilmar Dominici

Tito Flávio Bellini 04/12/1998 Prefeitura Municipal de Franca - Gabinete ok
Gílson Rodolfo Martins Tito Flávio Bellini 16/10/2001 Universidade Fed. do Mato Grosso do Sul ok
Jairo Ferreira Tito Flávio Bellini 14/05/2001 Residência do Entrevistado ok
Jerônimo Francisco de Souza Tito Flávio Bellini 22/09/1998 Sindicato dos Serv.. Municipais de Franca  
Jorge Luis Martins Tito Flávio Bellini 20/09/1998 Residência do Entrevistado  
Luiz Cruz Tito Flávio Bellini 02/12/1998 Escola de Português "Luiz Cruz"  
Nelson Fanan Tito Flávio Bellini 22/09/1998 Associação dos Aposentados Sapateiros  
Nelson Fanan Tito Flávio Bellini 15/05/2001 Residência do Entrevistado  
Rubens Faccirolli Tito Flávio Bellini 05/10/2001 Câmara Municipal de Franca - Gabinete  
Regina Bastianini Tito Flávio Bellini 1998 Escola de Português "Luiz Cruz"  
Tarcísio Santana Novais Tito Flávio Bellini 20/11/1998 Residência do Entrevistado  

 

  • FUNDO HISTÓRIA REGIONAL

Hoje esse funda conta com documentos pessoais e memorialísticos, como fotos, reminiscências, entre outros. Está em fase de estruturação.

 

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31/03/2010

O Instituto Práxis de Educação e Cultura - IPRA firmou parceria com o Arquivo Nacional, e passou a integrar oficialmente o projeto MEMÓRIAS REVELADAS.

Visite a página oficial do programa aqui:

Memórias Reveladas

 

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31/10/2009

6 – Desculpem meus leitores, mas essa coluna é de desabafo, mesmo. Tentarei ser mais ameno na próxima. Nesta semana, documentos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) foram encontrados em Jaborandi, na região de Ribeirão Preto. Referiam-se a estudantes perseguidos pela Polícia Civil, a mando do comando militar. Estavam na fazendo do ex-delegado da Polícia Civil e ex-diretor do Dops Tácito Pinheiro Machado. Eles usavam propriedades rurais no interior (assim como na Capital) para torturar jovens estudantes que achavam ser subversivos. Não sei se esse delegado está vivo ou morto, homem que manchou o nome dos verdadeiros Delegados de Polícia com quem convivo e admiro.

7 – Ma há mais. Em Ribeirão Preto, havia também um delegado de nome Renato, chefão re- gional, especializado em tortura. Tão especializado que torturou uma freira católica, porque ela recolheu ao convento um jovem fugitivo da ditadura. Esse delegado foi a única pessoa do mundo que, pelo que sei, foi excomungado pela Igreja Católica. Tive o desprazer de conhecê-lo, em Taquaritinga, numa festa. Também não sei se está vivo ou morto. O sadismo era tanto que o capeta ajuda a prolongar a vida deles, para recolhê-los depois.  Desabafei, depois de 40 anos.

          FONTE: Nosso Jornal On Line

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23/10/2009

Documentos do Dops são achados em Jaborandi

Manual de subversão e fichas sobre estudantes vigiados são recuperados. Historiadora do Arquivo do Estado afirma que fazenda pertenceu a ex-delegado e ex-diretor do Dops Tácito Machado

VERIDIANA RIBEIRO - Folha de S. Paulo - 23 de outubro de 2009

Documentos que pertenceram ao Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), órgão que funcionou entre 1924 e 1983, foram encontrados em uma casa abandonada da fazenda Boa Sorte em Jaborandi, na região de Ribeirão Preto.

Segundo a historiadora Rafaela Leuchtenberg, diretora técnica do Fundo Dops do Arquivo Público do Estado de São Paulo, a fazenda pertenceu ao ex-delegado da Polícia Civil e ex-diretor do Dops Tácito Pinheiro Machado.

A descoberta foi feita em 2007, por um colhedor de cana-de-açúcar da fazenda, que também é estudante de história da Faculdades Integradas Fafibe, de Bebedouro. Porém, os documentos, que incluem fichas de estudantes, correspondências e placas de homenagem a ele, foram resgatados por técnicos do Arquivo Público do Estado de SP, a quem está delegada a guarda dos itens, em 25 de agosto deste ano.

Na casa abandonada, também foi encontrado o manual da Secretaria de Estado da Segurança Pública "A Subversão e a Contra-Subversão", de 1970, que ensinava policiais a identificar os subversivos.

De acordo com Leuchtenberg, até a apreensão, feita com o auxílio da PF (Polícia Federal), o Arquivo do Estado não tinha em seu acervo fichários da delegacia de ordem política. Ao todo, são 86 fichas, grande parte delas de estudantes que eram vigiados pelo Dops. "Temos fichas da delegacia de ordem social e do serviço secreto. Nós sabíamos que elas [ordem política] existiam, mas não tínhamos essas fichas."

Segundo o relatório técnico de análise dos itens encontrados na fazenda, todos os materiais analisados "apresentam excesso de sujidades, manchas, abrasões e bordas quebradiças causadas por incidência direta de luminosidade, guarda e manuseio incorreto".

Ainda assim, segundo informações do centro de preservação do Arquivo do Estado, é possível, a partir de técnicas de reconstituição dos documentos, conter infestações de fungos e resgatar informações.

Luiz Manoel Gomes Júnior, assessor jurídico da Fafibe, disse que os documentos ficaram durante os dois anos na instituição de ensino. "Desde o início, nós sabíamos que não poderíamos ficar com os documentos, mas ninguém tinha informação sobre para quem deveríamos entregá-lo", afirmou Gomes Júnior.

Segundo ele, foram feitas consultas informais ao Ministério da Justiça, responsável pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. Depois disso, o Ministério Público Federal foi acionado e determinou a apreensão dos papéis. O material resgatado só poderá ser manuseado para pesquisas após a conclusão do tratamento técnico pelo centro de preservação.

Chácaras em SP foram usadas como locais de interrogatório

Casas e chácaras espalhadas pelo Estado foram utilizadas pelos aparelhos repressores como locais de interrogatórios e torturas clandestinas. Por isso, de acordo com o jornalista Ivan Seixas, diretor do Fórum dos Ex-presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, não é impossível que a fazenda em Jaborandi tenha funcionado com essa função.

Para Seixas, a descoberta dos documentos é importante, inclusive, porque pode contribuir na busca de informações sobre desaparecidos políticos. As fichas ainda não foram pesquisadas com detalhes, nem expostas ao público, porque passam por tratamento técnico.

"É a prova maior de que os documentos não foram destruídos. Eles estão com os caras. Eles levam para casa, escondem, mas mantém vivos para em qualquer oportunidade usar novamente contra a gente", disse Seixas.

Sobre o delegado, que ele conheceu no Dops, Seixas afirma: "ele sabia tudo o que acontecia lá dentro. Mas não se tem registro de que ele fosse um torturador muito saliente". Seixas foi preso aos 16 anos junto com o pai, o mecânico Joaquim Alencar de Seixas, na década de 1970 -Joaquim foi morto sob tortura dois dias depois da prisão.

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29/10/2009


DOCUMENTOS DO DOPS SÃO APREENDIDOS EM JABORANDI E BEBEDOURO


Documentação inédita foi localizada por um estudante em um sítio abandonado.

São Paulo, 14 de outubro de 2009 — Técnicos do Arquivo Público do Estado de São Paulo, em ação conjunta com a Polícia Federal, participaram, no último dia 25 de agosto, da apreensão de documentos do DOPS encontrados em uma fazenda no município de Jaborandi, no interior de São Paulo. O ex-proprietário do local era um antigo delegado da Polícia Civil.

A descoberta aconteceu em 2007, quando um aluno do curso de História e colhedor de cana localizou a documentação em um casebre abandonado na Fazenda “Boa Sorte”, em Jaborandi. Percebendo a importância do que tinha em mãos, o estudante levou os documentos à direção das Faculdades Integradas FAFIBE, que os manteve guardados até o seu recolhimento pelo Arquivo Público do Estado, órgão responsável pela guarda de toda documentação do DEOPS no estado de São Paulo.

A equipe do Arquivo Público foi acompanhada por dois agentes da Polícia Federal e também estiveram no local onde a documentação foi encontrada. Constataram que a casa abandonada havia sido reformada e que estava sendo habitada por um casal de trabalhadores da Fazenda, que declarou nada saber sobre o assunto.

Ao todo, foram recolhidas três caixas de arquivos. Entre outros documentos, as caixas apresentavam 86 fichas da Delegacia de Ordem Política, que não constavam no acervo DEOPS do Arquivo Público do Estado. Também foram encontradas placas de metal em homenagem ao delegado e o manual A Subversão e a Contra-Subversão, de 1970. A documentação passa por tratamento técnico na instituição para ser disponibilizada ao público em breve. “A descoberta destas fichas e do manual vão ajudar a entender a lógica da perseguição política na época”, explica Carlos de Almeida Prado Bacellar, coordenador do Arquivo Público do Estado de São Paulo.

O estado de São Paulo mantém os registros do DEOPS abertos para consulta pública desde o início da década de 90, mediante a assinatura de um termo de responsabilidade pelo pesquisador. Trata-se de um dos maiores acervos do gênero no país, com 150 mil prontuários, 1,1 milhão de fichas com dossiês, 120 mil fichas de Ordem Política e 115 mil fichas de Ordem Social.

Memórias Reveladas

O Arquivo Público do Estado de São Paulo é uma das instituições participantes do “Memórias Reveladas” – Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) que, recentemente, lançou uma campanha publicitária em TVs, rádios, jornais, revistas e na internet a fim de obter novas informações sobre desaparecidos políticos na ditadura militar. Com filmetes, fotos e cartazes, espera-se estimular a sociedade a fazer doações de documentos ou divulgar informações que auxiliem na localização dos mortos e desaparecidos da ditadura militar.

Sobre o Arquivo Público do Estado de São Paulo

O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Sua função é formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista. A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, 900m de material iconográfico, grande quantidade de jornais e revistas e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes.

www.arquivoestado.sp.gov.br

Atenciosamente,

Verônica Cristo / Patrícia Carvalho

Núcleo de Comunicação do Arquivo Público do Estado de São Paulo

(11) 2221-4785   ramal 2024

FONTES: www.blogzequinhabarreto.org.br
www.arquivodoestado.sp.gov.br

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          19/10/2009

          Casa abandonada tinha acervo inédito contra a ’subversão’


Delegado deixou fichas e manual intitulado ‘A Subversão e a Contra-Subversão’

Uma descoberta recente pode mudar os rumos das pesquisas sobre ditadura militar em São Paulo. Um total de 86 fichas de militantes de esquerda e um manual da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de 1970, que ensinava policiais a identificá-los, foram encontrados em uma fazenda na região de Jaborandi. O detalhe é que o material se diferencia do que está sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo, que pertencia ao Departamento de Ordem Política e Social (Deops).
Ele estava numa casa abandonada na propriedade rural do delegado Tácito Pinheiro Machado, já morto. Segundo o coordenador do arquivo, Carlos Bacellar, as fichas têm um padrão incomum. "As que temos aqui são da Delegacia de Ordem Social e as dele da de Ordem Política", explicou. Como o Deops tinha uma sede em São Paulo, mas não havia delegacias espalhadas pelo Estado, a suposição é que o documento sobre os militantes era guardado, também em delegacias de polícia comuns.
Parte das fichas foi encontrada em 2007 por um aluno do curso de história e colhedor de cana, não identificado, que localizou a documentação no casebre, na Fazenda Boa Sorte. O material foi guardado em uma faculdade e recolhido pelo arquivo.
O encontro da documentação parece indicar, como denunciam ONGs que lutam pela abertura dos arquivos da ditadura, que boa parte do material das forças de repressão no período foi dispersa entre seus agentes e somente uma pequena parte ficou nos arquivos que foram abertos com a redemocratização.
Os fichados são pessoas pouco conhecidas, mas identificados por tendências "suspeitas" para a época como o nome que remete a revolucionários, caso de Lenine Garcia Brandão.
No manual de 1970, intitulado ‘A Subversão e a Contra-Subversão’, assinado pelo coronel de Exército Danilo Cunha e Mello, há uma curiosidade: o pacifismo é visto como "linha auxiliar do bolchevismo." (Moacir Assunção, SÃO PAULO – O Estado de S. Paulo)

          FONTE: zequinhabarreto.org.br

 

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